quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

My fursona - Arsen Dadrim Rebello

      How do I start? Well... He is a not pure breed dog with labrador traces intense, golden fur and dark brown hair. Brazilian. About 1,75m tall and 76kg. Straight. Likes to carry a backpack with some books, drawing tools and others. Wears pants and sneakers when goes out and shorts and slippers when at home. Hates discussions and can't afford with conflicts. Feels alone sometimes. Smart, likes riddles and others things like that. Keeps the friendships he has and likes to know new people. A little crazy. Shy, blushes when praised and in others situations (sexy moments). A good friend and very loyal. Geek, loves videogame, books and internet, but appreciates the college, where he started a chemistry course just some weeks ago. In september 26th, in this year (2012), he will be 18 years old. Likes to hang out with friends when possible. Enjoys suspense, horror, parodies and comedies movies. Enjoys amusement parks. Loves to film homemade videos sometimes. Loves to write stories. He takes his decisions most by his heart, but tries to take by his brain. Religious guy, goes to the church when he can. Will yiff only with the loved one.
      I think it's all. So that's my fursona, Arsen Dadrim Rebello.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Escrituras

      Casa vazia. Sem tarefas a fazer. Hora perfeita para começar a escrever mais um best-seller.
      Sobre o que escrevo? Nossa imaginação não tem limites. Posso escrever sobre alienígenas invadindo a Terra. Posso escrever sobre uma mulher que encontra o homem dos seus sonhos. E que tal sobre um grupo que é atacado por um monstro no meio da floresta? Os temas são infinitos.
      Que personagens vão mostrar sua cara? Um homem trabalhador, com baixo salário e personalidade com a mesma força de seus músculos? Uma mulher amável e bonita, cuja vida familiar está abalada pelo estresse da cidade grande? Uma menina bagunceira e mimada que consegue tudo o que quer só chorando e xingando um pouco? Um adolescente estudioso e tímido, com o ensino médio a começar e a vida adulta a lhe acenar?
     Os acontecimentos? O enredo principal? O antagonista da história? Coadjuvantes? Mensagem? Não consigo nem sequer uma palavra.
     Talvez sair um pouquinho possa me ajudar. Quem sabe eu veja algo que me inspire e me ajude neste difícil trabalho. Olho pela janela: está chovendo fortemente. Resolvo ligar a televisão para compensar, mas um raio afeta a energia elétrica do meu prédio e fico repentinamente no escuro. Não há mais o que me inspirar.
      Com o auxílio de uma lanterna e algumas velas, clareio a casa, de modo que posso continuar a escrever. Sento-me a mesa. Nada. Acabo indo para o quarto; quem sabe eu durmo e tenho um sonho inspirador. Deito-me na cama, mas o sono não vem. Relaxo um pouco então. Nada.
      O que parecia simples se mostrou complexo. Não consigo escrever outro livro no momento. A energia elétrica voltou a funcionar, mas ainda me falta inspiração. Ligo a televisão e vejo que está passando futebol. Ideia!
      E se eu escrevesse sobre uma história sobre um jogador de futebol? As dificuldades para entrar em um time, se profissionalizar, se destacar e virar um craque da seleção. É o que eu vou fazer.
      Sento-me e começo a escrever. Erro. Amasso o papel e jogo fora. Escrevo de novo, erro, amasso o papel e jogo fora. Vou seguindo assim até olhar o relógio. Já passa da meia-noite. É melhor dormir. E ainda nem tenho o começo da história.
      Desisto. Não vai dar certo. Vou esperar a inspiração. Agora não é possível. Me contento no momento com este pequeno conto. Logo irei conseguir escrever outro livro. Até lá, vou seguir minha vida normalmente.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Beleza perdida

      Sozinho, no meio do bosque, estou só pensando. Como a natureza é bela! Árvores verdes, balançando com o vento. Flores maravilhosas e coloridas. Riacho de águas claras e límpidas, com uma bela cachoeira. Borboletas de todas as cores e tamanhos. Uma lagarta verde está comendo uma folha em um galho do meu lado. Parece o paraíso.
      Um carro acaba de chegar, trazendo uma família para se divertir nas águas do riacho. A mãe senta com seu bebê na sombra, com seus dotes maternais. O pai leva seus filhos, um menino arteiro e uma menina, mais nova, virtuosa e bonita, e nadam prazerosamente. A avó ajuda a mãe, ficando de olho em tudo e em todos, mas sem perder a graça da melhor idade.
      Tudo parece tão bem. Parece que nada pode acabar com essa calmaria saudável e bela. Mas, quando menos se esperava, chegam vários carros de uma vez só, trazendo tratores e outras máquinas logo atrás. A família fica indignada com essa súbita e terrível interrupção.
      O pessoal da construção nos diz que vão construir uma cidade e precisariam derrubar todo o bosque. O progresso urbano acabava de chegar ali, mas o progresso natural morria horrivelmente. Não havia como impedirmos isso.
      Rapidamente, a cidade foi sendo construída. Primeiro uma casa, depois outra. Um mercado, um prédio, uma prefeitura, um hotel. O riacho foi canalizado para poderem construir em cima. Em pouco tempo, onde havia a mais bela paisagem natural, cheia de verde, agora é só um mar cinza. A vida rural foi substituída pela urbana. Não há mais trilhas de terra, onde era bom fazer caminhada ou andar a cavalo; no lugar, existem ruas cheias de carros emitindo uma fumaça nociva.
     Agora estou vivendo nessa grande metrópole. Continuo vivendo sozinho, pois o amor que conheci morreu de bala perdida. Não consigo respirar direito, pois estou sofrendo de uma doença pulmonar causada pelo ar poluído. A morte acena para mim. Não vejo mais esperança. Sinto saudade daquele bosque verde e cheio de vida. O que posso fazer? Sou uma única pessoa no meio de tanta corrupção.
      Deixo este texto como um protesto ambiental. Pelo menos, com isso, eu faço a minha parte.